segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Rádio: ouvir ou sentir?

Há décadas o rádio entra nos lares das pessoas fazendo toda a diferença no dia-a-dia delas, sejam empresãrios ou agricultores, pobres ou ricos. mas de onde vem essa alegria contagiante que chega através das ondas do rádio e hoje até pela internet nas nossas casas? Vem de pessoas assim como e você. quem têm experiências pra contar e dividir, lições de vida e um humor ímpar.
O poder do rádio em interferir no cotidiano das pessoas é ainda relevante, sendo então esse aparelho um poderoso meio de comunicação de massa. Mesmo com todos esse poder o rádio é pouco lembrado. E onde fica o reconhecimento do prossional de rádio? Aquele que leva alegria, informação, descontração para dentro de tantas casas hoje pelo mundo a fora através da internet? Esse profissional, conhecido por locutor ou mesmo radialista, com aquela voz bonita que faz seu ouvinte imaginá-lo como um swe lindo de outro planeta, raramente é visto, é pouco reconhecido, mas ainda assim é a alegria dos dias de muita gente. Gente essa como a dona de casa Marília Dirceu Faria que diz não ficar com o rádio delsigado nunca. "Ele é meu companheiro, e tenhos meus ralialistas preferidos quase como pessoas da minha família" afirma ela.
Wilson Silva foi, durante a maior parte de suas vida, radialista, Seus filhos cresceram dentro de um estúdio de rádio e essa "arte" foi transmitida a eles. "Eu nasci no rádio, ouvindo e aprendendo aquilo. Meu pai tinha paixão por rádio e nos ensinou a amar isso também. Sou radialista não por influência dele, mas porque o que aprendi sobre rádio foi real." conta Wilson Silva Junior, filho de Wilson Silva, policial aposentado e radialista atuante. Pessoas como ele existem aos montes. Homens e mulheres que passam sua vida se dedicando a levar alegria às casas das pessoas esquecendo-se até mesmo dos seus próprios problemas. E seu filho, Thiago Barbosa, estudante de Educação Física que já esteve trabalhando no rádio com o pai, completa ainda dizendo: "Meu avô ensinou isso tão bem para o meu pai que ele passou isso para nós (ele e irmãos)".
Maurício Ribeiro, radialista há mais de 20 anos, diz que hoje não se sente mais entusiasmado ao entrar no estúdio e ter que novamente começar seu programa diário. Ele diz que "todo dia temos que estar 100% alegres, sem problemas e isso não é real, muitas vezes o Maurício do rádio não é o mesmo Maurício esposo da Fulana, pai do Ciclano, porque não dá para estar 100% todos os dias durante 20 anos." Isso mostra, entre outras coisas, que além de não ser reconhecido como merece pelo seu trabalho, o radialista também tem seus problemas, seus dias de mau-humor, mesmo quando achamaos que eles são seres divinos e intocáveis.
O rádio é ainda hoje - em tempos de tecnologias tão avançadas - um veículo de comunicação que tem sua importância reconhecido, mas mesmo diante disso pouco lembra-se dele nos estudos, na academia, nas áreas das ciências humanas e na história. E talvez só vamos nos conscientizar de sua importância no dia em que a tecnologia tomar o lugar do rádio e não ouvirmos mais a linda voz que chega através das ondas do rádio sendo a única a te desejar "bom dia".
Cínthia Carla Rocha
Acadêmica do Curso de Jornalismo da Faculdade Maringá

terça-feira, 7 de setembro de 2010



Cegueira social




Indivíduos invisíveis, cruzamos com eles todos os dias, o melhor que fazemos, se o fazemos, é jogar uma moeda, talvez pensemos ser a solução, e assim ignoramos os já ignorados por todos




Vadios, mendigos, desocupado, oportunistas; a forma como enxergamos os cidadãos que vivem nas ruas sempre vem carregado de preconceito, seja qual for conveniente para nos justificarmos perante um dos maiores problemas sociais, se não o maior.


O que esquecemos quando evitamos esse assunto, é que somente fomentamos um mal que vai inevitavelmente vai nos atingir, uma vez que junto a essa mazela social existem outras como: fome, tráfico de drogas, assaltos, prostituição entre tantas outras que somente nos faz questionar: Por que ocorre tanta desigualdade?


Alguns programas que o governo federal criou para amenizar a situação dessas pessoas, surtiram um efeito preducicial, já que uma parcela de oportunistas se faz de pobre para usurfruir de recursos cedidos pelo governo. Essa atitude de má fé diariamente é repetida pelos veiculos de imprensa. Quando analisamos a situação de maneira crítica vemos que essa atitude é cometida por diversas classes sociais, pessoas que se fazem necessitados, ignorando problemas como a fome, abandono infantil e exclusão social. Essas pessoas se preocupam apenas em tirar vantagem .


A psicóloga Luiza Arcanjo Fantanto, afirma que essa concepção de modo geral também existe entre os necessitados. Ela esclarece que não é somente dando que se resolveria o problemas dessas pessoas. Para ela o problema começa na formação do indivíduo, por que muitos se acomodoram.Uma politica de geração de renda seria necessaria para tirar essas pessoas da margem da sociedade.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, 1,8 milhões cerca de 0,6% a 1%da população, vivem assim, os motivos são diversos, falta de renda, analfabetismo que impossibilita sua inclusão profissional. Essa condição social que por muitos sempre foi vista como desculpa, era passiva até de prisão segundo o Decreto - Lei 3688, de Outubro de 1941, conhecido como Lei de Contravenção Penais.

O texto punia o andarilho, o mendingo ou como queira, o vádio, à-toa, preguiçoso, o sem vergonha, como já dito, a melhor maneira que encontrarmos para ignorar, e dormirmos em nossas casas sem remorso. Mas felizmente desse mal de lei não sofrem mais os ainda desamparados sociais, com o advento da artigo 1º da Lei 11.983/09, que promove a revogação expressa do artigo 60 da Lei de Contravenção Penais ninguém poderá ser processado ou condenado pela contravenção de medincância, já que em muito nunca se fez valer mesmo a lei.

Medida paliativa, solução final, não!

Apenas uma simples justiça que se faz, uma que ninguem pode ser preso por não ter condições financeira, educacionais e de moradia, igual a maioria, já que falta muitos instrumentos sociais que impulsione a inclusão social para andarilhos e moradores de rua, e que muitas vezes ainda padecem de patologias mentais decorrentes de uma serie de traumas de infância. Longe de querer justificar ou mascarar a desigualdade com essa informação apurada junto a psicóloga Adriana favoretto do CRAS (Centro de referência de Assitência Social), no municipio de Marialva.


Afirmado também pela assistente social Katia Malheiro, e a psicóloga Luiza A. Fantato, que trabalhou com casos em que o indivíduo sofria de traumas decorrentes da infância pobre e em alguns casos, a intolerância de parentes que não procuram entender esses distúrbios, e sim julgar. O Brasil tem diversos problemas sociais a serem sanados, porem também encontra diversas maneiras de enconde-los a exemplo a vida do Papa Bento 16, no dia 11 de maio de 2007, onde um efetivo enorme foi colocado nas ruas para evitar que o pontífice fosse atacado, ou mesmo enxergasse aquelas "pessoas", que vivem nas ruas próximas a Praça da Sé. A fé une pessoas, é assim que fomos ensinados, mas também aprendemos que o dinheiro afasta.

postado por: Emir José Santiago Bezerra no dia 07/09/2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O prazer que se perde como o tamanho da coleção


Colecionar é um habito comum, mas o abusos podem transformar essa diversão em doença






Colecionar é uma pratica corriqueira no decorrer da vida toda, seja quando criança, adolescente ou depois de adulto. Mas para maioria esse "hobby" tem começo, meio e fim. Porém, existem muitos casos de pessoas que transformaram a atividade saudável em competição com outros colecionadores, ou nem perceberam o quanto já estavam dependentes da própria coleção. Identificar quando o simples habito de colecionar passou a ser uma compulsão, sempre parte da mãe, mulher, irmãos. namorado(a) e amigos.
Mas não se pode esquecer que a família na infância é grande incentivadora, a criança por si só, vai sempre pedir, tudo pode deslumbrá-la, cabe então aos pais controlar esse entusiasmo, para que aquele pequeno colecionador não se torne um adulto que guarde todo tipo de porcarria. Esse tipo de colecionador pode sofrer de vários tipos de problemas neuropsiquiátricos a ser identificado, de acordo com o caso.
Autismo, esquizofrenia, sindrome de tourette, diferentes tipos de demência e o mais grave de todos, transtorno obessivo-compulsivo podem ser diagnosticados como afirma Dr. Ricardo Teixeira neurologista da (UNICAMP) em seu blog, "consciência no dia-dia. Steven w. Anderson, neurologista da Universidade de Iowa (EUA), num estudo com 86 pacientes, avaliou em 13 deles lesões no cérebro, o detalhe interessante e que todos sofriam de compulsão por acumular todo tipo de quinquilharia. Essas lesões foram mostradas num exame de ressonância realizado com esse grupo.
O comportamento errante de guardar algo inútil já havia sido observado em diversas espécies de pássaros e roedores. Porém no ser humano esse comportamento não fica restrito a regiões primitivas do cérebro como, hipocampo e amígdala, o estudo norte-americano, demonstrou que envolve o messial frontal direito.
Colecionadores sempre alegam apego emocional, desconversam quando são acusados de fanátismo e acusam terceiros de de esterem sendo exagerados, na maioria das vezes é um medo de admitir um problema de caráter psíquico, ser taxado de louco ou mesmo gerar desconfiança.
Alan andré Aparecido Bezerra, diz haver sempre um exagero quando se fala da sua coleção."Eu acredito que a paranóia vem da cabeça de quem diz essas besteiras. Colecionar para mim é um habito saudável".
Sendo assim parentes próximos devem buscar cautela e tentar entender o problema antes de julgar deliberadamente o comportamento dessas pessoas.
Elvira Bezerra, mãe de dois colecionadores diz que é muito difícil lidar com ess situação, mas procura passar conselhos baseados em sua experiência de vida."Sempre estou aconselhando, ainda mais quando os vejo em casa sem poder sair porque já gastaram muito, mas eu tenho filhos independentes financeiramente, o que torna a conversa mais delicada".
No entanto, esse hobby pode dificultar a vida social do colecionador e da sua família. Nesse caso as pessoas próximas podem procurar auxílio para o problema. Por meio de profissionais, e com a aceitação de que adiversão transformou-se em obsessão, o colecionador recebe um auxilio adequado.
O tratamento consiste em psicoterapia com medicamentos específicos, o TOC, já afirmado como causa maior dos problemas ligados ao "colecionismo", tem como medicamentos mais eficientes antidepressivos serotoninérgicos. No decorrer do tratamento o médico irá avaliar o progresso do paciente, e determinará se reduz, ou corta de vez o tratamento, mas sempre haverá um acompanhamento por parte de profissionais.
postado por: Emir J.S. Bezerra, acadêmico da faculdade Maringá






terça-feira, 29 de junho de 2010

A arte de humanizar


É fácil encontrar produção teatral no interior, porém, a tradição nesse campo da cultura, quando não reservada a grupos rigidamente folclóricos ou à cultura privada, não é tarefa fácil de identificar. Mas quem encontra, tem a oportunidade de flagrar a relação de homens com o teatro ao nível que reduz o termo ´amador´. Não vivem do teatro, e nem se imaginam sem ele para viver. Fugindo de estereótipos, a companhia teatral “Risologistas: Doutores do Riso”, vem desenvolvendo pelo Paraná a fora o que eles chamam de “a arte de humanizar”. O grupo tem como meta, desenvolver em hospitais o projeto da arte do teatro, auxiliando assim na recuperação dos pacientes, em especial crianças e idosos.
Segundo Alan César Soares, um dos artistas da companhia que, além de ator é músico, “é gratificante poder trabalhar com crianças em projetos sociais, podendo auxiliar através de sua arte no tratamento delas e, no caso das apresentações para escolas, auxiliar também no aprendizado dessas crianças que raramente têm acesso a esse tipo de atração cultural”.
No Paraná, são atendidas cidades como Cascavel, Cianorte, Toledo, Foz do Iguaçu, Umuarama entre outras. Além disso, o projeto hoje está se expandindo, graças também a apoio de empresas que auxiliam no desenvolvimento de projetos sociais e já chega a estados como São Paulo, Santa Catarina e até ao país vizinho, Argentina. Com o reconhecimento que a companhia vem ganhando, o próximo projeto deles é ir ao Haiti. De acordo com Alfredo Neto, coordenador do grupo, “seria uma experiência de grande valia para nós poder estar em um país tão pobre e com acesso tão restrito à cultura, porém, o ganho não seria só do grupo, mas principalmente da população local.”
A criança T. F. V., 6 anos, conheceu o trabalho da companhia em sua última passagem pelo hospital São Paulo de Cianorte e diz ter melhorado muito depois da passagem dos artistas pelo local, já que, segundo ela, “o hospital é muito quieto e triste e os palhaços levaram a ela e aos demais pacientes alegria através de suas brincadeiras”.
Como essa companhia teatral, muitas outras surgem cada vez mais no interior, porém sem incentivo financeiro, muitas delas acabam desistindo e nisso, muitos sonhos ‘amadores’ se perdem e, com eles, muitos sorrisos se tornam expressões fechadas perdidas na rotina do dia-a-dia ou na desesperança. Com os Doutores do Riso, somos levados a acreditar que sorrir ainda é o melhor remédio para desenvolvermos na sociedade a “arte de humanizar”.É fácil encontrar produção teatral no interior, porém, a tradição nesse campo da cultura, quando não reservada a grupos rigidamente folclóricos ou à cultura privada, não é tarefa fácil de identificar. Mas quem encontra, tem a oportunidade de flagrar a relação de homens com o teatro ao nível que reduz o termo ´amador´. Não vivem do teatro, e nem se imaginam sem ele para viver. Fugindo de estereótipos, a companhia teatral “Risologistas: Doutores do Riso”, vem desenvolvendo pelo Paraná a fora o que eles chamam de “a arte de humanizar”. O grupo tem como meta, desenvolver em hospitais o projeto da arte do teatro, auxiliando assim na recuperação dos pacientes, em especial crianças e idosos.
Segundo Alan César Soares, um dos artistas da companhia que, além de ator é músico, “é gratificante poder trabalhar com crianças em projetos sociais, podendo auxiliar através de sua arte no tratamento delas e, no caso das apresentações para escolas, auxiliar também no aprendizado dessas crianças que raramente têm acesso a esse tipo de atração cultural”.
No Paraná, são atendidas cidades como Cascavel, Cianorte, Toledo, Foz do Iguaçu, Umuarama entre outras. Além disso, o projeto hoje está se expandindo, graças também a apoio de empresas que auxiliam no desenvolvimento de projetos sociais e já chega a estados como São Paulo, Santa Catarina e até ao país vizinho, Argentina. Com o reconhecimento que a companhia vem ganhando, o próximo projeto deles é ir ao Haiti. De acordo com Alfredo Neto, coordenador do grupo, “seria uma experiência de grande valia para nós poder estar em um país tão pobre e com acesso tão restrito à cultura, porém, o ganho não seria só do grupo, mas principalmente da população local.”
A criança T. F. V., 6 anos, conheceu o trabalho da companhia em sua última passagem pelo hospital São Paulo de Cianorte e diz ter melhorado muito depois da passagem dos artistas pelo local, já que, segundo ela, “o hospital é muito quieto e triste e os palhaços levaram a ela e aos demais pacientes alegria através de suas brincadeiras”.
Como essa companhia teatral, muitas outras surgem cada vez mais no interior, porém sem incentivo financeiro, muitas delas acabam desistindo e nisso, muitos sonhos ‘amadores’ se perdem e, com eles, muitos sorrisos se tornam expressões fechadas perdidas na rotina do dia-a-dia ou na desesperança. Com os Doutores do Riso, somos levados a acreditar que sorrir ainda é o melhor remédio para desenvolvermos na sociedade a “arte de humanizar”.
Cínthia Carla Rocha - Acadêmica do 1º semestre de Jornalismo da Faculdade Maringá

sábado, 26 de junho de 2010

Ser mãe nem sempre é fácil


A gestação representa um momento especial e único na vida de uma mulher. A sensação de tornar-se mãe depara-se muitas vezes com incertezas, medos e inseguranças. Este acontecimento aflora na maioria das vezes nas mães de primeira viagem.
Olhando para trás podemos perceber que a história da mulher vem mudando. Antigamente a figura da mulher era de uma pessoa prendada e dona de casa. Hoje além dessa imagem há também a mulher trabalhadora, o que acaba alterando o papel da figura materna.
Com todas essas mudanças os sentimentos da mulher que é mãe acabam mudando de alguma forma, porém, muitos deles continuam os mesmos.
Em entrevista com a Idianes Catani, de 28 anos, pedagoga, mãe da pequena Laizza de quatro anos, percebeu-se que as suas maiores preocupações como mulher depois do nascimento da sua primeira filha foram o cuidado com o corpo, a baixa-estima por causa da carência afetiva e a exagerada preocupação com a criança, o que acabou causando um certo ciúme por parte do marido.
Já para Cinthia Rocha, de 22 anos, locutora, mãe de Kayki de cinco anos, a sua maior angústia nos primeiros meses de vida do seu filho foi a falta de tempo para si mesma, uma vez que era mãe solteira. Em seguida, veio a preocupação com a forma física e também a culpa por ter que deixar seu filho com outras pessoas para poder voltar a trabalhar. Esta também é a maior aflição de Leticia, 27 anos, farmacêutica, mãe de Davi de quatro meses, assim como o estresse pela falta de tempo para si mesma.
Entre outros sentimentos relatados pelas mulheres estão a mudança em seu relacionamento conjugal, a mudança das amizades, o estresse que a nova rotina pode causar, depressão pós-parto entre outras aflições que uma mulher pode sentir depois que se torna mãe.
Em conversa com a psicóloga Carla Fabiana Fuzzeto, um dos aspectos mais abordados pelas mães que acabaram de ter bebê está o fato de ter que deixar seus pequenos para ir trabalhar, ou seja, a culpa que as mães sentem pelo fato de terem que retomar seu lado mulher e profissional tão cedo. Além disso, ela relata que muitas mães reclamam de terem ficado em segundo plano pela falta de tempo que dispõem para si mesma depois da chegada da criança.
A psicóloga fala ainda que as mulheres comentam muito a respeito da mudança no relacionamento homem-mulher e na nova rotina do casal.
Assim, essas são algumas angústias que uma mulher pode vir a enfrentar depois que conhece a maternidade. Mas, todas essas aflições vão sumindo com o tempo, conforme a criança cresce e conforme ela mesma aprende a lidar com a nova fase da vida.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Reflexos gerais do alcoolismo no Brasil


Violência, abandono familiar, acidentes no transito, estes são apenas alguns dos males sociais do alcoolismo


O alcoolismo no Brasil atinge um quadro alarmante, pois cada vez mais cedo o adolescente começa a beber. A falta de uma orientação adequada para os pais reflete em fatores sociais como: aumento de acidentes no transito, violência doméstica e o abandono familiar devido à vergonha que essa doença causa. No Brasil muitos estudos já foram realizados a respeitos desse assunto, mas muito pouco se faz para ter um resultado efetivo. As campanhas públicas não causam o impacto necessário e as leis são complacentes, mesmo as mais rigorosas, acabam por serem dribladas e em muitos casos ignoradas.
Entre os diversos fatores que prejudicam o controle do consumo excessivo de álcool entre jovem estão as campanhas publicitárias com diversos tipos apelo,desde o status social até o comportamento do artista da moda, existem também causas familiares como a violência e o abuso dentro dos lares, o incentivo de amigos e parentes em festas e eventos sociais.O decreto 6.117 de 22 de maio de 2007, prevê fiscalização das propagandas de incentivo ao consumo de álcool e reforça o incentivo às campanhas que sensibilizam a sociedade sobre os danos causados pelo alcool, a fim de prevenir e conscientizar contra os males que a bebida causa. Ainda assim, em consulta feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), pesquisas mostram que o consumo de álcool aumentou quase 3% em dois anos passando de 16,1%, em 2006, para 19%, em 2008. O mais preocupante nessa pesquisa foi o aumento do consumo entre as mulheres que cresceu de 8,1% em 2006 para 10,5% 2008. Essa mesma pesquisa coloca a cidade de Salvador com a capital que mais consumia álcool em 2008 e Curitiba como a capital com menor índice de consumo.Então o que fazer?
Conscientizar somente não está mais adiantando, proibir maior vinculação de propaganda de bebida alcoólica mídia também não obteve o resultado esperado, alegar que a culpa é da educação,também não faz sentido. A pesquisa da VIGITEL, mostrou que o maior índice de consumo de álcool é entre pessoas mais escolarizadas, colocar culpa no meio social em que a pessoa esta inserida, seria afirmar que individuos de uma determinada classe socia têm maior propensão ou estão mais propensos ao vicio do álcool. Medidas paliativas foram tomadas, com leis, proibição de incentivo ao consumo, mas parece que a punição - última ferramenta contra tudo que esta gerando o mal - ainda vai demorar. Puni-se quem consome, puni-se quem vende, puni-se quem vitimiza, mas não se pune quem cria uma propaganda incentivando o consumo de álcool.
Em meio a tantas discussões sobre o que deve ser feito para melhor controlar o consumo do álcool pelo adolescente, nenhuma campanha com apelo chocante, ou mesmo projetos de incentivo a educação familiar mais específica tem sido feito. O álcool ainda é tratado de maneira simplória se for analisar todo o prejuízo social, econômico e moral que ele gera dentro e fora dos lares maringaense.

Alcoolismo local
O consumo de álcool em Maringá vinha sendo amplamente combatido através da lei seca, que proíbe a venda de bebidas alcóolicas em até 150 metros de instituições de ensino superior. Mas houve um relaxamento da lei, permitindo a venda da bebida, mas não consumo dentro do estabelecimento o que fica na mesma, esse aspecto negativo levou em conta o protesto feito tanto por estudantes quanto por comerciantes que se viram ignorados, ou mesmo prejudicados em seu comercio. Qual a vantagem então de se fazer algo que não dure como essa lei, já que relaxamento foi uma maneira de driblar mais uma vez possíveis soluções para um mal cada vez maior em Maringá, o do consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Maringá registrou no ano de 2009 um total de 320 apreensões de carteiras de habilitação (CNH), por direção alcoolizada, por parte da Policia Militar(PM), como parte do combate ao consumo de álcool nas imediações acadêmicas. O projeto de lei número 11.092, criado em dezembro de 2008, causa muita polêmica, gera muitas debates a respeito do assunto. De um lado o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares (Sindihotel), que considera inconstitucional essa lei porque prejudica o comércio, do outro, as diversas opiniões de cidadãos, que tanto concordam como discordam dessa medida aprovada pela Câmara de Vereadores de Maringá.
Na região o consumo de álcool gera 10% das ocorrências atendidas pela PM, de um total de 1,2 mil, entre as mais variadas causas podemos citar violência doméstica, acidentes de trânsito como as mais preocupantes. Esse consumo desregrado de álcool pode levar ao contato com outras drogas como o crack a cocaína entre outras, aumentando assim outra estatística da região maringaense, violência publica, a vadiagem e o tráfico.
Segundo o Coordenador do grupo Alcoólicos Anônimos (A.A.), em Marialva, Wilson Alves Sena, os alcoólatras assumem o risco sozinhos no momento do consumo, pois percebem o vício somente quando essa dependência começa a prejudicar dentro de casa e financeiramente. A família então se torna tão dependente do vicio quanto ele, pois a vergonha que a doença causa para alcoólatra só vai existir quando ele for atrás de um tratamento. Quem está próximo tem que suportar situações humilhantes impostas por ele e por terceiros, que ridicularizam a situação, em lugar de mostrarem alguma solidariedade.
Ele também ressalta que essa indiferença social com relação a qualquer tipo de vício só acaba quando a pessoa tem o problema dentro ou próximo de sua vida. “O silêncio gera uma situação de comodismo, já que não acontece comigo eu não tenho que me preocupar”, explica. Todo esse contexto dificulta ações mais localizadas dentro de uma comunidade porque quem sofre desse mal sente receio em procurar de ajuda, principalmente no caso das mulheres que temem causar humilhação tanto para os filhos quanto pais, no caso de adolescentes. Wilson esclarece que no período de sua dependência recuperar a família foi um fator determinante para buscar ajuda porque a família é a única referência de moral que o dependente tem nesse momento. Os amigos de verdade, segundo ele, são poucos e até eles falham.
Dentro de uma realidade tão pouco favorável para o jovem, que se tornou o argumento e também a vítima nesse debate, enquanto se discute o melhor local para se consumir álcool, foi esquecido um aspecto mais significativo, o papel da família, que ainda não faz parte dessa discussão.

SAIBA QUE

• De acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre estudantes do 1º e 2º graus de dez capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade. Em resposta a estes dados, a venda de álcool a menores de 16 anos está ou estará proibida nestas cidades;
• O Brasil detém o primeiro lugar do mundo no consumo de destilados de cachaça e é o quinto maior produtor de cerveja da qual, só a Ambev, produz 35 milhões de garrafas por dia;
• 42% dos homens que fazem uso pesado de bebida alcoólica (cinco doses ou mais) começaram a beber antes dos 18 anos. Entre as mulheres o consumo pesado é de quatro doses. A faixa que mais consome tem entre 18 e 44 anos de idade e aquelas que não eram casadas, ou seja, separadas, divorciadas, viúvas ou solteiras, foram as que mais fizeram uso do álcool neste padrão;
• Alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo;
• O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas;
• O álcool pode afetar o desejo sexual e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção. Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina, levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas;
• 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas acontecem devido ao álcool;
• Em geral, o fígado leva uma hora para processar 30 gramas de álcool (uma latinha de cerveja).

Acadêmico Emir J. S. Bezerra

sábado, 1 de maio de 2010

SUPERLOTAÇÃO DO PRONTO SOCORRO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE MARINGA JÁ VIROU ROTINA


OS CORREDORES AINDA SÃO USADOS PARA O IMPROVISO DE LEITOS
A superlotação do pronto socorro do Hospital Universitário de Maringá é um problema enfrentado pelos pacientes que procuram por atendimento na ortopedia. Para atender diariamente cerca 150 pacientes, o pronto socorro conta apenas com 31 leitos e uma equipe de 23 ortopedistas que se revezam no atendimento. Atualmente o Hospital recebe pacientes de 30 municípios da região de Maringá, mas chega atender mais de 200 por ano.


De acordo com o superintendente do hospital, Jose Carlos Amador, a situação piora nos dias chuvosos e nos finais de semana quando acontece um número maior de acidentes com motociclistas. Isso faz aumentar ainda mais a demanda de pacientes no PS. Segundo Amador, outro fator importante que agrava a situação é a quantidade de pacientes que deveriam ir para os outros hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde – SUS, mas que por falta de vagas, acabam sendo encaminhados para o HU. Alguns permanecem na unidade por cerca de 40 dias a espera de transferência.


Para prestar atendimento aos pacientes, médicos e enfermeiros improvisam leitos nos corredores. Cadeiras e macas são utilizadas por pacientes que aguardam cirurgias na ortopedia. Eles ficam amontoados nos corredores em meio ao corre-corre dos funcionários. Alguns chegam permanecem por mais de 40 dias a espera de cirurgia.


O cortador, Cristiano Souto, 31, sofreu um acidente no dia 13 de abril, em Santa fé, município onde mora. Ele foi transferido para o HU e há mais de 15 dias aguarda cirurgia para uma fratura no braço esquerdo e ainda não tem perspectiva do tempo que irá permanecer no hospital.


Segundo a direção do hospital, no mês passado foram contratados 141 funcionários, entre eles, médicos, enfermeiros e auxiliares, mas o espaço físico ainda deixa a desejar. São apenas 2 centros cirúrgicos que priorizam atendimentos de emergência. Foram encaminhados, pelo governo do estado, 30 milhões de reais para construção de novos blocos e terminais de atendimento do HU. A previsão é de 3 anos para a conclusão da obra. Enquanto isso, os pacientes ficam a mercê da paciência para suportar a atual situação.




Informações: O HU existe há 20 anos. Conta com 123 leitos, sendo 92 para internamento, 31 para pronto-socorro. O hospital tem atendimento 24 horas e 47 mil pessoas passam pelo PS todos os meses. Por ano, 9 mil pessoas permanecem em internamento.